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Empresário elogia funcionário que vendeu o cachorro da família para voltar ao escritório

Foto: Reprodução / Pexels

Vídeo vazado revela a postura polêmica de James Clarke, CEO da Clearlink, em relação à volta dos funcionários ao trabalho presencial.

Não há como não ficar chocado com a recente polêmica envolvendo James Clarke, CEO da empresa de marketing digital Clearlink.

Um vídeo vazado, que rapidamente ganhou as redes e se tornou viral, mostra o executivo falando com seus funcionários de uma forma inusitada e questionável.

Clarke já havia dito, no início do mês, que estava sem paciência para os funcionários que reclamavam da nova política de retorno ao escritório.

Porém, o vídeo vazado levou a controvérsia a um patamar ainda mais alto, ao elogiar um colaborador que teria vendido o cachorro da família para demonstrar comprometimento com a volta ao trabalho presencial.

O episódio gerou enorme indignação na internet, com pessoas questionando desde a liderança tóxica de Clarke até a cultura corporativa excludente e falácias lógicas.

Foto: Reprodução / BoredPanda

No infame vídeo vazado, o CEO da Clearlink diz o seguinte:

“Lembrem-se, o perfeito é inimigo do bom, não precisamos de perfeição, só precisamos do bom. Só precisamos que vocês apareçam e deem um dia honesto de trabalho árduo. Sangue, suor e lágrimas, e depois voltem para suas famílias e aproveitem o que realmente importa. E trabalhem para ter um pouco dessa liberdade que mencionamos.

Desafio qualquer um de vocês a trabalhar mais do que eu, mas vocês não vão conseguir. Eu estou totalmente comprometido com o que estamos fazendo aqui na Clearlink. E quero que vocês saibam e sintam isso. Porque é isso que fazemos. E eu me sacrifiquei. E aqueles que estão aqui também se sacrificaram muito para estar aqui, longe de suas famílias.

Fiquei sabendo que um de nossos líderes, após ouvir essa mensagem, vendeu o cachorro da família, o que parte meu coração, já que me envolvi em negócios que humanizavam os pets. Mas, de fato, são esses os sacrifícios que estão sendo feitos. E eu honro vocês por esses sacrifícios e pelo que está acontecendo aqui.

Alguns não estão trabalhando duro e isso é injusto para os demais. Alguns já pediram demissão silenciosamente, mas continuam recebendo salário. Em um mês, descobri que cerca de 30 de vocês, todos trabalhando remotamente, inclusive um gerente, não abriram seus laptops por um mês inteiro. Como isso é possível em uma empresa que busca dar o seu melhor? E o que isso diz sobre nós como empresa, já que essas pessoas continuam empregadas? Ninguém perdeu o emprego por isso.

Isso, novamente, não quer dizer que eles não estavam trabalhando de forma alguma, mas esses não são bons indicadores.”

A atitude do CEO da Clearlink causou revolta e levantou debates sobre os limites da influência dos empresários nas vidas dos seus funcionários.

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