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Universidade na Dinamarca tem coleção bizarra de quase 10 mil cérebros

Foto: Tarciso Morais / CPN-News

Coleção de 9.479 cérebros em universidade dinamarquesa abre debates sobre ética e avanços científicos.

Imaginem um lugar cheio de cérebros humanos, todos numerados e enfileirados em prateleiras.

Pois é, isso existe! Lá na Universidade do Sul da Dinamarca, um porão isolado abriga mais de 9.000 baldes com cérebros conservados em formol.

Esses “tesouros” foram coletados durante autópsias de pacientes de institutos psiquiátricos entre as décadas de 1940 e 1980, formando a maior coleção do tipo no mundo.

Porém, nem tudo são flores nessa história. Os cérebros foram preservados sem consentimento prévio dos pacientes ou familiares, causando uma polêmica danada no país. Mesmo assim, o Conselho de Ética dinamarquês deu o aval para que esses tecidos fossem usados em pesquisas científicas.

A coleção começou em 1945, com cérebros de pacientes com transtornos mentais, retirados após a morte em instituições de várias partes da Dinamarca. Eles foram estudados pelos médicos, que registraram informações detalhadas sobre cada um.

Foto: Reprodução / BBC

Os dados são tão completos que, além dos relatórios, os cientistas ainda têm acesso ao histórico médico de quase metade dos pacientes. Isso significa que eles podem analisar o cérebro e entender como os tratamentos da época afetaram cada indivíduo.

A polêmica sobre a coleção veio à tona quando a Universidade de Aarhaus decidiu mudar de prédio e não tinha como levar os cérebros junto. Aí veio a questão: o que fazer com todos esses órgãos humanos?

Após um debate caloroso envolvendo políticos, religiosos e cientistas, o Conselho de Ética decidiu que era eticamente aceitável usá-los para pesquisa, mesmo sem o consentimento das famílias.

Foto: Tarciso Morais / CPN-News

Hoje, a coleção está disponível, com algumas restrições, para pesquisadores que apresentem projetos relevantes. Isso inclui cientistas internacionais, desde que trabalhem em conjunto com dinamarqueses.

Apesar de ainda não terem resultados revolucionários, os estudos em andamento com os cérebros dessa coleção prometem trazer novas descobertas sobre demência, depressão e outros transtornos mentais.

Afinal, com tantos cérebros disponíveis, fica mais fácil investigar doenças complexas e encontrar padrões que, de outra forma, passariam despercebidos.

Então, é isso! Um porão cheio de cérebros pode causar calafrios, mas também abre portas para um conhecimento mais profundo sobre a mente humana. E você, o que acha dessa história? Deixe sua opinião nos comentários!

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