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Zoroastrismo e a Eternidade da Alma: o papel fundamental da Reencarnação

Foto: Tarciso Morais / CPN-News

O Zoroastrismo, antiga fé persa, sustenta as crenças na imortalidade da alma e na reencarnação como pilares de sua doutrina.

Originária da Pérsia e fundada por Zoroastro, ou Zaratustra, no século VI a.C., o Zoroastrismo é uma das mais antigas religiões monoteístas conhecidas. Esta religião, intrinsecamente ligada às ideias de escolha entre o bem e o mal e à crença na vida após a morte, baseia-se fortemente no conceito de reencarnação.

No Zoroastrismo, a possibilidade de renascimento em um novo corpo é um princípio central, entrelaçado com a noção de justiça divina, preceito fulcral da doutrina religiosa.

Sustenta-se no Zoroastrismo a crença na reencarnação, fundada em dois pilares fundamentais. Primeiramente, a fé na imortalidade da alma, encarada como um ente divino, distinto do corpo físico. Em segundo lugar, a confiança na justiça divina, que decide o rumo da alma após a morte, conforme as ações praticadas em vida.

Ao morrer, crê-se que a alma é avaliada pelo deus Ahura Mazda, considerado criador do universo e juiz supremo. Conforme as ações da vida terrena, a alma pode ser direcionada para o paraíso ou para o inferno. Caso a alma não alcance a elevação espiritual necessária para adentrar o paraíso, existe a possibilidade de sua reencarnação, continuando, assim, a busca por aperfeiçoamento espiritual.

A fé na reencarnação tem sido um aspecto crucial do Zoroastrismo desde seus primórdios. Os escritos sagrados dessa religião, conhecidos como Avestá, discorrem sobre a reencarnação em diversos trechos, fornecendo insights sobre a natureza da alma e seu destino após o falecimento.

Ademais, muitas tradições zoroastrianas, como os ritos funerários e o costume de oferecer alimentos aos mortos, possuem ligação direta com a crença na reencarnação. Acredita-se que os alimentos ofertados pelos vivos auxiliam a alma do falecido em sua jornada pós-morte.

O Zoroastrismo deixou um legado considerável em diversas religiões subsequentes, como o Judaísmo, Cristianismo e Islã. A crença na reencarnação também permeou outras tradições espirituais, a exemplo do Hinduísmo e Budismo.

Apesar de seu legado influente, o Zoroastrismo enfrentou períodos conturbados ao longo da história. Com a expansão do Império Islâmico, muitos zoroastrianos foram compelidos a converter-se ao Islã sob ameaça de morte, ocasionando a redução significativa da religião.

Entretanto, o Zoroastrismo perdura em determinadas regiões do mundo, como Irã e Índia, onde a crença na reencarnação se mantém como aspecto essencial da fé, representando um caminho para alcançar a perfeição espiritual e o paraíso.

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