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Alzheimer: estudo revela como doença altera os vasos sanguíneos do cérebro

Foto: Aew/Rawpixel

Pesquisadores criam um atlas detalhado do sistema vascular cerebral para desvendar as mudanças ocorridas em pacientes com Alzheimer.

Uma pesquisa inovadora realizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) deu um grande passo no entendimento da doença de Alzheimer. A equipe de cientistas montou um atlas detalhado dos vasos sanguíneos cerebrais, desvendando as diferenças sutis entre o cérebro saudável e aquele atingido pela doença de Alzheimer.

A pesquisa envolveu 428 indivíduos, sendo 220 pacientes com Alzheimer e 208 pessoas saudáveis, utilizadas como grupo controle. Mais de 22.514 células vasculares foram caracterizadas de seis regiões cerebrais distintas, analisando a expressão de milhares de genes para cada uma delas. Os dados obtidos revelaram contrastes significativos entre os dois grupos.

Com o mapeamento de expressão genética, os cientistas do MIT conseguiram identificar 11 tipos de células vasculares distintas. Dentre elas, destacam-se células endoteliais, pericitos e células musculares lisas, todos elementos vitais para o funcionamento do sistema vascular cerebral.

Nesta análise minuciosa, notou-se que as células endoteliais capilares, responsáveis pelo transporte, eliminação de resíduos e vigilância imunológica, sofrem as maiores alterações nos casos de Alzheimer. Entre as modificações encontradas, genes relacionados à remoção de beta-amiloide, um marco da doença de Alzheimer, aparecem como principais protagonistas.

O estudo apontou que processos como a função imunológica, homeostase da glicose e a organização da matriz extracelular estão desregulados no cérebro acometido pela doença. Essas alterações ocorrem em vários tipos de células vasculares e podem ser a chave para entender o avanço da doença e a busca por novos tratamentos.

Os pesquisadores estão descobrindo novas maneiras de detectar a doença de Alzheimer. Em 2022, por exemplo, um teste de sangue capaz de identificar uma proteína tóxica ligada ao Alzheimer foi desenvolvido. Já outro grupo de cientistas utilizou a inteligência artificial para diagnosticar a doença, observando os padrões de uso da glicose no cérebro dos pacientes.

Envelhecer é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. No entanto, é importante esclarecer que a doença não é uma consequência natural do envelhecimento. Além da idade, fatores como genética, síndrome de Down, comprometimento cognitivo leve, traumas na cabeça, poluição do ar, alcoolismo, má qualidade do sono, sedentarismo, obesidade, tabagismo, hipertensão, colesterol alto e diabetes tipo 2 não controlado também são fatores de risco.

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