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Cientistas dizem que a busca pela longevidade humana já chegou ao fim

Foto: Tarciso Morais / CPN-News

Pesquisadores questionam a obsessão pela vida longa e defendem o foco na qualidade de vida.

Pesquisadores em demografia e longevidade têm debatido a busca da medicina e do ser humano por uma vida longa, sugerindo que talvez já tenhamos alcançado o “Santo Graal” da saúde.

Para fundamentar esse argumento, eles utilizam cálculos estatísticos e uma abordagem diferente para avaliar os fatores que podem levar a uma vida longa e proveitosa.

Na França, terra natal do proeminente pesquisador Jean-Marie Robine, há aproximadamente 30 mil centenários, um aumento de 30 vezes em comparação a um século atrás.

No entanto, não há uma fórmula fixa para a vida longa, já que os supercentenários — pessoas com mais de 110 anos — fornecem respostas diversas e até conflitantes quando questionados sobre seus “segredos”.

Pesquisadores buscaram métodos estatísticos para tentar entender a longevidade, e estudos recentes mostraram que as taxas de mortalidade desaceleram e se equilibram após os 105 anos.

Isso sugere que não haveria um limite para a expectativa de vida, mas a questão se torna mais matemática do que biológica, já que poucos dados estão disponíveis para esses cálculos.

Foto: Tarciso Morais / CPN-News

Outros profissionais, como o epidemiologista Jay Olshansky, da Universidade de Illinois, acreditam que a dificuldade de calcular taxas de mortalidade acima dos 110 anos já nos diz tudo o que precisamos saber sobre o limite da longevidade humana.

A vida do ser humano moderno já é excepcionalmente longa em comparação com períodos anteriores, e a busca pela longevidade extrema pode ser um foco equivocado.

Olshansky argumenta que é melhor focar em aumentar a qualidade de vida em vez de apenas a duração. O esforço para melhorar a saúde das pessoas envolve descobrir quando a saúde começa a declinar, especialmente em termos de fragilidade. Isso pode ajudar a evitar visitas ao hospital e melhorar a vida dos idosos.

Nessa perspectiva, seria mais importante investigar como e quando a saúde de pessoas mais jovens começa a piorar.

A genética e a ciência ainda podem aprender muito com os supercentenários, mas é essencial aceitar que há fatores fora de nosso controle que influenciam a vida daqueles que ultrapassam os 110 anos.

Talvez seja melhor focar em melhorar a vida como a vivemos agora, em vez de buscar hipoteticamente uma vida mais longa.

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