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Conheça os efeitos do uso excessivo do celular na vida dos adultos

Arte: Tarciso Morais / CPN-News

Estudos apontam impactos negativos no funcionamento cerebral e até mesmo no envelhecimento devido à dependência da tecnologia.

O avanço da tecnologia nos trouxe uma série de vantagens e facilidades, especialmente no que diz respeito ao uso dos celulares. Com eles, podemos realizar transações bancárias, nos comunicar com entes queridos e buscar as melhores rotas com apenas alguns toques na tela.

No entanto, o uso excessivo dos smartphones tem mostrado consequências preocupantes para o funcionamento do nosso cérebro.

Pesquisas recentes destacam que adultos nos Estados Unidos checam seus dispositivos cerca de 344 vezes ao dia, ou seja, a cada quatro minutos. Esse comportamento pode afetar negativamente a memória e o desempenho em diversas tarefas, como estudar ou dirigir um carro. Além disso, as habilidades de pensamento e regulação emocional também podem ser prejudicadas pelo vício na tecnologia.

Situações comuns, como falar ao telefone enquanto dirige, são suficientes para tornar o motorista mais lento em suas reações. O mesmo ocorre quando ouvimos o som de uma notificação no celular, mesmo que não interajamos com o aparelho, como mostrou um estudo de 2015.

Arte: Tarciso Morais / CPN-News

Outra pesquisa, realizada em 2017, indicou que não é apenas o uso do celular que afeta nosso cérebro, mas a simples presença do aparelho no mesmo ambiente que o usuário.

Durante o estudo, voluntários foram submetidos a testes cognitivos em três situações diferentes, variando a presença e visibilidade dos smartphones. Os melhores resultados foram alcançados quando os telefones estavam em outro ambiente, distantes de seus donos.

Os especialistas concluíram que o cérebro trabalha inconscientemente para inibir a vontade de verificar o celular quando ele está por perto, gerando uma distração que torna a realização de outras tarefas mais complicada.

Além disso, o acesso facilitado às informações proporcionado pelo uso constante do celular pode ter impactos a longo prazo, inclusive no envelhecimento, de acordo com um estudo canadense de 2015.

O excesso de dependência do aparelho, como consultar a agenda para obter um número de telefone ou usar o Google Maps para localizar um endereço, pode tornar o cérebro “preguiçoso” e trazer dificuldades no futuro.

Portanto, é fundamental estar atento ao uso excessivo dos smartphones e buscar equilibrar a dependência tecnológica com a autonomia e a capacidade cognitiva. Afinal, um cérebro saudável e ativo é essencial para o nosso bem-estar e qualidade de vida.

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