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Nasce bebê concebido com inovadora técnica envolvendo DNA de três pessoas

Foto: Tarciso Morais / CPN-News

A Terapia de Substituição Mitocondrial, um avanço na reprodução assistida, busca prevenir doenças genéticas graves e acaba de celebrar mais um sucesso.

Em uma conquista impressionante no campo da medicina reprodutiva, um recém-nascido veio ao mundo graças a uma técnica revolucionária de Fertilização in Vitro (FIV) que incorpora o DNA de três indivíduos distintos.

Essa técnica inovadora, chamada Terapia de Substituição Mitocondrial, funciona substituindo o DNA mitocondrial anormal no óvulo da mãe por um DNA mitocondrial saudável de uma doadora. As mitocôndrias, fundamentais no funcionamento celular, são responsáveis pela geração de energia dentro das células. Quando defeituosas, podem causar uma variedade de complicações graves de saúde, que vão desde distrofia muscular e doenças cardíacas até transtornos neurológicos.

Este procedimento, pioneiramente realizado pela Universidade de Newcastle em parceria com o Newcastle Fertility Center, tem como objetivo prevenir a transmissão de doenças genéticas graves para as futuras gerações. No entanto, não é a primeira vez que o procedimento é efetivado. Em 2016, no México, e nos anos subsequentes, na Ucrânia e na Grécia, bebês foram concebidos com a utilização de DNA de três pessoas.

Robin Lovell-Badge, biólogo de células-tronco e geneticista de desenvolvimento no Instituto Francis Crick, observou que a equipe de Newcastle aborda o procedimento com precaução, buscando coletar dados para o acompanhamento dos bebês e, ao mesmo tempo, preservar a privacidade das famílias envolvidas.

Embora a Terapia de Substituição Mitocondrial ainda seja um procedimento emergente, estudos têm demonstrado a sua segurança e eficácia. Atualmente, apenas o Reino Unido legalizou este método, mas sua prática é rigidamente controlada e permitida apenas para casos onde a mãe apresenta histórico de doença mitocondrial.

Apesar dos avanços, a técnica desperta debates éticos. Críticos questionam as implicações éticas do procedimento, temendo o surgimento de “bebês geneticamente projetados” com características selecionadas.

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