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Cientistas divulgam imagem inédita de dinossauro que habitou o Nordeste do Brasil

Foto: Twitter/@LordTrilobite/Olof Moleman

Reconstrução inédita do crânio do Irritator challengeri oferece novas percepções sobre as características únicas deste membro da família dos Espinossauros.

Em uma conquista impressionante para a paleontologia, um grupo de cientistas dedicados conseguiu reconstruir o crânio de um dinossauro chamado Irritator challengeri.

Essa criatura majestosa, pertencente à família dos Espinossauros, vagou pelo Nordeste brasileiro há aproximadamente 115 milhões de anos.

A descoberta, realizada há trinta anos, só recentemente permitiu a completa reconstituição de sua cabeça.

Os detalhes deste trabalho foram divulgados na revista Palaeontologia Electronica em 6 de abril.

Os pesquisadores revelaram que o fóssil original foi localizado na Bacia Sedimentar do Araripe, território que se estende por Ceará, Pernambuco e Piauí. Mesmo sendo um “brasileiro” distinto, o dinossauro acabou se deslocando para o Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, na Alemanha.

O time encarregado da reconstituição é formado por pesquisadores das universidades de Greifswald e Luís Maximiliano, ambas na Alemanha, e de Friburgo, na Suíça.

O estudo revelou que o crânio do Irritator challengeri evoluiu de uma forma particular que lhe permitia desferir mordidas rápidas, porém não muito fortes. Estima-se que esse predador, o maior em seu ecossistema, media 6,5 metros de comprimento.

Com a ajuda de dados de tomografia computadorizada, os cientistas sugerem que o I.challengeri mantinha seu focinho em um ângulo de 45° quando precisava ficar atento ao seu entorno. Curiosamente, o dinossauro possivelmente possuía uma visão tridimensional frontal, já que seu longo focinho não obstruía seu campo de visão.

A inclinação do focinho permitia ao predador caçar presas menores, principalmente peixes. Ao abrir a boca, suas mandíbulas inferiores se expandiam para os lados, ampliando assim a área da garganta, facilitando a captura e a ingestão de suas presas.

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