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Médica em São Paulo receita remédio inexistente para tratar doença de bebê

Foto: Alexsander Ferraz/A Tribuna Jornal

Pais se revoltam com a falta de pomada prescrita por médica e alertam para possíveis consequências graves.

A família de um bebê de 10 meses passou por uma situação preocupante ao tentar comprar um medicamento prescrito por uma médica da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central de Santos, no litoral de São Paulo.

Ao buscar a pomada de loratadina para tratar a assadura e diarreia do filho, os pais foram informados de que o remédio não existe.

O pai da criança, que preferiu não se identificar, revelou ao G1 nesta terça-feira (2) que sente-se triste com a situação, que poderia ter se tornado algo mais grave.

A situação deixou os pais indignados com a falta de cuidado da médica responsável pelo atendimento da criança na UPA Central de Santos. Eles alertam para os riscos que podem ser causados por erros médicos e falhas no atendimento aos pacientes.

De acordo com o pai do bebê, após o atendimento na UPA, ele e a esposa buscaram pela pomada prescrita em duas farmácias, mas não conseguiram encontrá-la. Eles ficaram surpresos ao descobrir que o medicamento não existia.

“É difícil julgar a médica, [talvez] não estava em um dia bom, trabalhando demais, mas devemos pensar que poderia ser algo mais grave. Ela receitou um medicamento para alergia que não existe, mas poderia ser algo mais grave”, afirmou o pai.

O G1 entrou em contato com a Prefeitura de Santos, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

A farmacêutica toxicologista Paula Carpes Victório explicou ao G1 que a loratadina é um anti-histamínico, ou seja, um antialérgico, e acredita que a médica pode ter confundido o medicamento com o polaramine.

“Que também é um anti-histamínico tanto na apresentação creme quanto via oral”. No entanto, ela ressaltou que o farmacêutico não pode modificar a prescrição e sugeriu que ele ligue para o médico para confirmar a medicação correta.

A falta de cuidado com a prescrição de medicamentos pode ter consequências graves, principalmente em casos como o do bebê com assadura e diarreia.

É preciso que os profissionais da saúde estejam atentos e responsáveis para garantir o bem-estar dos pacientes.

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